“O vento passou e levou todas as suas lembranças, das melhores às piores. O vento quebrou aquela árvore a qual você costumava brincar quando criança, derrubou todas as folhas que paravam na calha na casa de sua avó, destruiu todos o seus brinquedos. O vento passou. Esparramou todas as folhas as quais estavam os seus desenhos prediletos, despejou as moedas que deixara sobre a mesa para comprar giz de cera novos. O vento levou também suas esperanças de um futuro melhor, tirou de você aquelas expectativas velhas que nunca iriam se realizar. Tampouco feliz e já se derretendo com amor. Um dia desses a chuva também virá e você terá que sair correndo para a casa de sua querida avó para não se molhar. Não terá tempo o suficiente para recolher todos os seus desenhos e os próprios se borrarão.”